Turbilhão

Turbilhão é uma palavra que define o que foi o dia de hoje (ontem), enfim, a terça-feira para mim, emocionalmente falando. Céus! Não deveríamos adquirir escudos com as experiências passadas?!

O problema é que adquirimos, mas os baixamos vez por outra para dar mais uma chance. E sei lá se o coração da gente fica mais sensível justamente por confiar no escudo que o protege, e aí vem uma flecha certeira que machuca mais do que antes, e sangra...

Ok, ok. Minha professora já me disse que eu falo demais por metáforas. Fato é que hoje tive o princípio de uma conversa que eu já esperava, mas doeu como se fosse de surpresa. Conversa essa relacionada ao [não] futuro de um envolvimento onde as duas pessoas estariam com intenções distintas. E o pior é que foi apenas uma prévia de um encontro que talvez se dê daqui a dois dias. UMA ETERNIDADE para meus padrões ansiosos.

Quisera não saber naquele exato momento que eu teria inevitáveis pensamentos conflitantes agitando a mente pelo resto do dia. Porém eu sabia. Sabia que não conseguiria mais me concentrar, tentando raciocinar acerca dos porquês, do que está realmente por trás das palavras sucintas do dito cujo, se estaria eu passando pela mesma situação de todas as outras, se meus fantasmas estariam aumentando a situação ou se de fato não seria o fim. Tudo junto e concorrendo com a racionalidade em duas vertentes: i) eu precisava pensar em trabalhar, pois ainda era recém de manhã e ii) era necessário também não supervalorizar a situação, nem dramatizá-la. Ainda não são fatos, são as minhas percepções.
Pfff... quem disse que eu conseguiria ficar calma?

Fui ao médico no final da manhã pensando no que deu errado. Voltei caminhando pela Rua da Praia tentando elencar estratégias para não me importar tanto. Fui almoçar com as amigas procurando conversar sobre outros temas a fim de esquecer. Retornei à empresa e passei a tarde alternando entre razão e emoção, fazendo um swap ferrado na mente, oh God! Conclusão? Nenhuma.

No fim das contas só quando vim embora para casa à pé é que pude arejar a mente e pensar nos outros fatores mais antigos que me tornam tão temerosa de sofrer, o que foi um alento. Caí na linha de raciocínio da reconstrução, pensando em tudo o que poderia mudar se eu pudesse voltar no tempo e recomeçar a partir de um ponto. Esse ponto seria 1998 e escreverei sobre isso em outra oportunidade. Dívida assumida.

Bem, após injetar uma boa dose de endorfina na academia já estava me sentindo relativamente bem. Eu, que tinha pensado em ligar para o Igor aos prantos no meio do expediente, já era capaz de sorrir e dar de ombros a "apenas mais uma história". Santa endorfina!

E ao final da noite me vi com uma mísera janelinha do MSN piscando para mim como sempre piscou. E só isso já foi responsável por jogar por terra 50% do meu sofrimento, pois ele não desistiu de manter contato... mas peraí? E agora? Quais serão as cenas dos próximos capítulos? Como eu devo me posicionar? O que ele quis dizer afinal? Ai meu Deus ai meu Deus ai meu Deus!
Aliado a isso outra janelinha do MSN piscou, contendo um sinal de fumaça desse gajo sumido. Justo hoje? Ma che significa tudo isso?

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