Havia um tempo em que eu repensava mil vezes a consequência das minhas palavras, morrendo de medo de magoar a pessoa para quem dediquei minha dose de sinceridade ou mesmo com medo de eu ter enfiado os pés pelas mãos, sendo precipitada e dizendo o que não deveria ter dito [ainda].
Hoje eu ainda me preocupo demais com as pessoas de quem gosto, mas tenho tentado aprender a considerar também a mim nessas horas. Pode ser que eu continue errando o tom, esperando mais do que as pessoas possam me ofertar, dizendo-lhes isso (soando até como cobrança). Há chances de eu não conseguir ficar quieta esperando o desenrolar dos fatos e expôr isto ao sujeito em questão e falar mais do que se diz nessas horas. Mas também é possível que eu realmente esteja certa ao me incomodar com a indiferença alheia, pois sou de carne e osso, e sou muito mais coração do que transpareço.
E estando certa, incomodada, entristecida e injustiçada, não é pecado contar isso para a pessoa, na esperança de ela reconsiderar suas atitudes.
Assim é que me sinto nesse exato momento: em uma gangorra de pensamentos oscilando entre o conforto de acreditar mais em mim mesma, ou melhor, valorizar mais a mim e a incerteza de talvez ter contribuído para afastar alguém de quem já gosto muito. Aliás, todo o problema desencadeado hoje é justamente porque a impressão que tenho (seja uma impressão equivocada ou não) é que só eu estou gostando nessa relação.
Mesmo após a breve conversa de hoje à tarde, e de "ouvir" que a pessoa irá pensar com atenção no que falei, estou desconfortável. Todavia menos desconfortável do que sempre estive em todas as vezes em que sacudi um relacionamento, pois creio que esteja aprendendo a me anular menos em função da pessoa do outro lado da linha.
Mas eu só queria que os relacionamentos fossem mais fáceis, sabe?

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