A última sexta-feira serviu para provar a lei do desinteresse x procura nos relacionamentos.
Explico.
Você já ouviu aquele clichê de que quando você decide não esperar mais nada de uma pessoa - já que ela lhe decepcionou várias vezes - é que essa pessoa ressurge?
Pois é. Me entristeci um punhado de vezes com um carinha que vinha fazendo o que todos os homens fazem quando creem que têm uma mulher sob seu reino: me enchia de desculpas para não nos vermos. Era o excesso de trabalho, as atividades que assumiu por um período de dois meses, o escasso tempo que restava e era preciso dedicar à família, e por aí vai. Não que tudo isso não seja verdade, porém o guapo visivelmente vinha encontrando tempo para sua vida social anyway. Eu excluída. E apesar disso, sempre que nos falávamos eu decidia esperar por mais um tempo, afinal, nada tenho a perder mesmo... que mentira.
Claro que criei expectativas com relação a esse homem; é inevitável e faz parte da natureza humana se apegar quando se encontra alguém especial. Entretanto será que é realmente especial, ou sou eu que estou mirando com lentes cor-de-rosa?
Apostei na segunda alternativa, e o coloquei na geladeira a fim de preservar minha moral.
Passados não muitos dias do resfriamento alheio, na sexta-feira pouco antes do meio-dia bipa meu celular, anunciando um SMS. Como naquela manhã eu estava combinando um encontro com amigas para logo mais à noite, jamais imaginei que não seria uma das meninas dando feedback. Mas era uma mensagem do referido, dizendo simplesmente que estava naquele momento em frente ao prédio onde trabalho.
Hm, tá, e daí? Que resposta ele esperava de mim?
Peguei o celular e liguei para ganhar tempo, e o que se seguiu foi uma conversinha molenga entremeada das desculpinhas padrão e... nada de concreto. WTF?! Eu tinha sido avisada às 11:30h de que o dito cujo estava a 50m de mim mas a ideia não era almoçarmos juntos? Tenha dó!
Em minha reação normal, diria que desceria para vê-lo pelo menos. Afinal, era uma oportunidade... mas não. Seria colocar a perder meu posicionamento e demonstrar que não importa o quanto eu não seja valorizada por ele, estaria sempre pronta. Bem capaz! Não há necessidade alguma de atropelar os fatos dessa maneira. Assim, disse-lhe que, sim, não estou contente com a falta de consideração dele e, sim, estava chateada, mas não estou mais. Porque sequer vale a pena estar chateada. E encerrei o telefonema.
Confesso que desci para almoçar com minha turma 15 minutos depois olhando para todos os lados, garantindo que ele não estava mais por ali. Porém contente comigo mesma por não me desestruturar na hora errada, e por nada além de ansiedade. E também por ter tomado a prova de que basta você se desapegar, que algo que você queria acontecerá. Ou mais ou menos isso.
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